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Amor além da idade: quando o afeto também é cuidado
Na terceira idade, apaixonar-se é uma oportunidade de ressignificar o amor e viver com mais qualidade de vida. Ao contrário do que muitos pensam, amar não é um privilégio exclusivo dos jovens.
O amor na maturidade pode trazer leveza, companhia, segurança emocional, redução da solidão, fortalecimento da autoestima e mais motivação para o cotidiano, segundo estudos da Sociedade Brasileira de Psicologia. Essas relações também contribuem para o bem-estar, o autocuidado e o sentimento de pertencimento.
No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dado que reforça que envelhecer não significa se afastar da vida — e muito menos do amor.
A história de Angela Maria dos Santos, de 74 anos, e José Paulo da Costa, 67 anos, residentes da Unidade de Acolhimento Campo Grande da Fundação Leão XIII, é um exemplo sensível dessa realidade.
Eles vivem uma relação guiada pela fé, pelo companheirismo e por uma esperança que se renova a cada dia. Todas as noites, às 20h, encontram-se para um gesto simples e profundo: rezar o terço juntos. Nesse momento de silêncio e devoção, o amor também se fortalece em cada olhar, em cada presença e em cada oração compartilhada.
Após enfrentar uma amputação, Angela encontrou em José Paulo não apenas apoio e incentivo, mas também um motivo sereno para voltar a acreditar em um amor que acolhe, cuida e faz renascer.
“Hoje me sinto cuidada e novamente capaz de acreditar que, sim, é possível amar na velhice. ”
Para José Paulo, a presença de Angela trouxe leveza e sentido aos seus dias, tornando a vida mais plena e repleta de gratidão.
“Estar com ela fortalece minha fé e me dá força para seguir em frente.”
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